Descrição
O Audi RS6 C5 Cosworth V8 de 2004, lançado em 2002, marcou um ponto de viragem histórico para a marca alemã ao tornar-se no primeiro RS6 de sempre e um dos mais impressionantes automóveis familiares desportivos já produzidos. Com base na geração C5 do Audi A6, este modelo foi desenvolvido pela divisão quattro GmbH (agora Audi Sport) e posicionou-se como o auge do desempenho familiar da marca, capaz de rivalizar com os melhores desportivos da época. Conjugava luxo, tracção às quatro rodas e um desempenho brutal — algo que poucos concorrentes conseguiam oferecer no início dos anos 2000. No coração repousava um extraordinário V8 biturbo de 4, 2 litros, desenvolvido em colaboração com a Cosworth, que elevou o RS6 a um patamar superior dentro da Audi. Este motor fornecia 450 cv e 560 Nm, números impressionantes no início do milénio, e estava acoplado a uma caixa automática Tiptronic de 5 velocidades reforçada para lidar com o torque enorme. Tracção quattro com distribuição assimétrica garantiu aderência exemplar, enquanto o sistema DRC (Dynamic Ride Control) — uma tecnologia inovadora na altura — reduzia a inclinação da carroçaria nas curvas sem recorrer a eletrónica, graças a um circuito hidráulico interligado entre os amortecedores. O desempenho era impressionante: cerca de 4, 7 segundos de 0 a 100 km/ h, tornando-o mais rápido que muitos coupés desportivos da sua época, apesar de ser uma perua familiar com perto de 2 toneladas. A velocidade máxima estava electronicamente limitada a 250 km/ h, embora muitos modelos fossem capazes de ultrapassar os 280 km/ h. Entre as curiosidades, vale mencionar que o RS6 C5 foi o último RS com um motor desenvolvido em parceria com a Cosworth, tornando-o especialmente desejável entre os entusiastas. Outra nota interessante é que o modelo foi parcialmente montado em Neckarsulm e parcialmente em Győr, Hungria, devido à complexidade do motor. Esteticamente, o RS6 C5 destacava-se pelos arcos de roda alargados, para-choques específicos, tomadas de ar mais agressivas e jantes exclusivas. O interior seguia a filosofia discreta mas desportiva da Audi: bancos Recaro, acabamento em carbono e instrumentos específicos do modelo. Essa subtileza estética contribuiu para o seu estatuto de 'supercar camuflado'. O legado do RS6 C5 é enorme. Estabeleceu a fórmula que ainda define o RS6 hoje: um motor grande, tracção quattro, utilisabilidade quotidiana e desempenho digno de supercar. Em muitos círculos, é considerado um dos RS mais carismáticos e um dos últimos a combinar mecânica pura, força bruta e uma relativa ausência de electrónica — qualidades que lhe conferem um carácter muito especial no universo Audi Sport.











